3 projetos que trabalham a inteligência musical dos jovens

Muitas iniciativas de responsabilidade social estão surgindo para garantir mais educação, saúde, cultura, entre outros, como a inteligência musical. Essa é a habilidade de reconhecer sons e identificar notas musicais. Por isso, deve ser desenvolvida nos jovens para que possamos reconhecer os talentos que impactarão as artes e a sociedade.

Essa inteligência é uma aptidão estimulada para saber compor, apreciar ou executar uma peça musical. Isso é positivo para a comunidade e para as empresas que investem nesses projetos, apoiando uma causa social e ajudando a disseminar a cultura na sociedade.

Veja agora alguns dos projetos que trabalham com a inteligência musical!

1. Instituto Ramacrisna

Essa iniciativa criou a sua Orquestra Jovem em 2005, com a finalidade de levar o universo da música erudita para crianças e jovens da comunidade de Vianópolis, localizada em Betim, MG. O projeto providencia aulas de teoria musical e prática com instrumentos de sopro e corda para 73 jovens, com idades entre 9 e 25 anos, que estão em situação de risco, além de ter um programa de contratação de adolescente aprendiz.

Desde 2013, o Instituto Ramacrisna promove o “Festival de Música Primavera da Orquestra Jovem”, onde são ensinadas lições teóricas e práticas de diversos instrumentos. Além disso, há apresentações dos alunos, outros grupos e orquestras convidadas. Esse evento visa promover a música erudita e popular nas comunidades e periferias de Betim.

2. ONG Ascan

A Associação Cultural Alfredo do Nascimento foi fundada em 1993, com o nome de EMAN. Ela promove aulas de violão e teclado para crianças de baixa renda a partir dos 9 anos, por meio do projeto “Música para todos”. Começando a partir do esforço de Alfredo Nascimento, que passou a ensinar violão para as crianças da Paróquia N. Sra. de Fátima, no Jardim Tremembé, Zona Norte de São Paulo.

Essa atitude fez com que o projeto conseguisse diversos parceiros, como empresas e instituições, dentre elas Correios e Itaú. Em 2009 foram feitas reformulações e o projeto “Violão Popular é para Todos” se tornou o carro-chefe. Apesar de tanto esforço e de já ter formado mais de 1.800 alunos, a instituição ainda espera ter uma sede própria para poder melhorar sua contribuição para a sociedade.

3. ONG Cultivar

Esse projeto visa ensinar música para adolescentes, jovens e crianças de zonas rurais, que não têm muito acesso a atividades musicais. Fundada por um grupo de trabalhadores rurais, em 2008, tem o intuito de melhorar as condições sócio-culturais e econômicas do povoado Cachoeirinha, na zona rural de Nossa Senhora das Dores, SE.

O objetivo da ONG é criar alternativas de proteção social, por meio da educação, lazer, cultura, agricultura familiar, geração de renda e meio ambiente. Ela oferece aos jovens desatendidos pela maioria das políticas públicas, a chance de aprender música, artesanato, capoeira, reforço escolar e agroecologia. Além de dispor de minibiblioteca, brinquedoteca e orientação psicopedagógica.

Como vimos, existem grandes iniciativas que estimulam a inteligência musical nas crianças, adolescentes e jovens. Esse é um trabalho muito importante para disseminar a cultura, ensinar uma profissão e ocupar suas mentes com coisas boas. Então, as empresas e instituições devem colaborar com esses projetos, como uma forma de pôr em prática as suas responsabilidades sociais.

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Por que a Anitta é um exemplo de empreendedorismo?

Quando Anitta estourou com “Show das Poderosas”, muitas pessoas a desacreditaram e pensaram que seria só um sucesso passageiro. De lá para cá, contudo, a cantora provou sua força e até mais, a sua visão para o mundo dos negócios. Não é por acaso que hoje ela é citada como um exemplo de empreendedorismo.

Mas você já imaginou que, além de rebolar, Anitta poderia lhe ensinar a dar uma guinada na sua empresa e alcançar o sucesso? Afinal, o que a cantora tem de relação com o mundo dos negócios? Leia e saiba mais!

Anitta e o empreendedorismo: como assim?

Ok, você deve estar pensando que estamos forçando a barra – e só porque a cantora continua fazendo sucesso isso não significa que ela é uma empreendedora, certo? Errado!

Afinal, passar de uma completa desconhecida até 2012 para alguém que está conseguindo destaque no mercado internacional da música (que é extremamente concorrido) é algo que, por si só, já merece nossa consideração.

Mas o que muitos não sabem é que Anitta é a sua própria empresária. E mais, que a cantora também é empresária de outros artistas. Desde 2014, é ela quem gerencia a sua carreira. E isso não é por acaso.

Com apenas 16 anos, ela se formou em um curso de técnico de administração e conseguiu uma vaga no programa de estágio super concorrido da Vale do Rio Doce. Apesar dessa ótima oportunidade, ela continuou correndo atrás das suas metas e se demitiu para investir na carreira artística.

Nesse momento, a cantora já mostrava que tinha alguns pontos essenciais para o mundo dos negócios: capacidade de planejamento e persistência para buscar seus sonhos. Afinal, levar o funk carioca para um público nacional e depois começar a investir em uma carreira internacional é algo que depende muito de um bom planejamento e de muita insistência.

Lições de Anitta para os empreendedores

Pronto, agora que você já entendeu porque Anitta, mais do que um fenômeno do universo musical, também é um exemplo de empreendedorismo – que tal analisar algumas lições que ela pode lhe ensinar? Confere aí.

  1. Trace metas

Você viu que, para conseguir sair do anonimato, explodir nacionalmente e se tornar um dos nomes mais influentes da nossa música atualmente, Anitta teve de planejar muito bem os seus passos.

E isso é essencial para qualquer um que deseja empreender. Você precisa saber onde quer chegar – e o que tem de fazer para alcançar essa meta. Antes de ser Anitta, Larissa (nome oficial da cantora), teve de fazer algumas escolhas, como sair do programa de estágio, investir em aulas de canto e também aprender novos idiomas.

Apesar de ter um objetivo grande, a cantora nunca desistiu. E até hoje continua se desafiando. Com a sua empresa deve ser o mesmo. Não é porque você atingiu uma meta importante que pode esquecer de continuar tentando alcançar novos horizontes.

  1. Responsabilize-se por seu negócio

“Tomar as rédeas da situação” é um termo que ouvimos com frequência. Mas será que você está usando essa frase no seu dia a dia? Anitta percebeu que, se dependesse dos outros, dificilmente sua carreira emplacaria como ela gostaria. Por isso, decidiu se tornar sua própria empresária e treinar a sua equipe para que todos trabalhassem da mesma maneira que ela.

Isso é essencial em qualquer negócio. O gestor precisa conhecer tudo o que acontece dentro da sua empresa, ainda que não domine todas as áreas. E é fundamental compreender um pouco sobre finanças e administração, afinal essa será a base do seu dia a dia e da sua tomada de decisões.

Só é possível exigir dos seus funcionários se você souber o que eles precisam fazer – e ainda se conseguir traçar metas realmente alcançáveis.

  1. Saiba quem é o seu público-alvo

Anitta, nesse ponto, foi muito esperta. Afinal, ela conseguiu ir além do que ser apenas uma cantora de funk, se reinventando e trazendo batidas e letras diferentes, se mantendo sempre no topo e angariando novos mercados.

Isso só foi possível porque ela acompanhou de perto quem era seu público, quais novos mercados ela poderia atuar, quem eram seus concorrentes e como conseguir se lançar em novos setores, como no mercado internacional.

Aliás, foi dessa maneira que ela entendeu que as línguas predominantes eram o inglês e o espanhol e que o cenário digital estava em alta para lançar novos artistas, desenvolvendo a Paradinha, que foi um hit estrondoso, unindo o português a esse cenário e saindo na frente dos seus concorrentes.

  1. Tenha parceiros estratégicos

Dificilmente alguém consegue atingir o sucesso sozinho, mas você precisa saber com quem contar. Foi assim que Anitta começou a alavancar a sua carreira internacional, se aliando a artistas já conhecidos lá fora, buscando atingir o mesmo público que eles.

Mas, é claro que tudo isso precisa ser feito de forma planejada. Em 2017, ela se lançou no mercado internacional com Paradinha. E depois se programou para lançar uma música e um clipe por mês com parceiros internacionais estratégicos.

  1. Arrisque-se

Não adianta você se planejar, estudar o seu mercado e fazer toda a “lição de casa”, se tiver medo de inovar. Mesmo errando durante anos, Anitta não desistiu, ao contrário, aproveitou esses “deslizes” para aprender e assim planejar melhor a sua carreira.

No mundo do empreendedorismo é a mesma coisa. Se você tiver medo de lançar uma novidade, poderá perder grandes oportunidades, ver o momento passar e outro concorrente colocar a sua ideia em prática.

Assim, planeje muito bem os seus passos, mas não deixe que uma boa ideia não saia do papel por medo do fracasso.

Como você viu, Anitta é sim um ótimo exemplo de empreendedorismo – e é possível se inspirar na sua carreira de sucesso para transformar a sua empresa. E você, tem outros exemplos de artistas que como Anitta podem inspirar o mundo empresarial? Deixe um comentário pra gente!

Elis Regina e Tom Jobim: conheça a história dessa parceria

Elis Regina e Tom Jobim são, sem dúvida, os dois maiores nomes da música popular brasileira. E também brilharam juntos no palco, com canções inesquecíveis como “Só tinha de ser com você” que até hoje ainda faz sucesso com diversos públicos.

Mas você sabe como essa parceria teve início? Continue a leitura e saiba mais!

O primeiro encontro e a ditadura militar

A primeira vez que Elis Regina e Tom Jobim trabalharam juntos foi na gravação “Elis & Tom” de 1974 realizada nos Estados Unidos. Mas até que essa história se concretizasse aconteceram muitos percalços.

Elis Regina vinha sofrendo com uma crise de imagem, principalmente porque havia se apresentado nas Olimpíadas do Exército, na época da ditadura militar. Embora ela não fosse favorável ao regime, acabou aceitando a proposta por medo de retaliação e também por inabilidade dos seus empresários em saber negociar com os militares.

O resultado foi bastante desastroso para a imagem da cantora, que passou a ser mal vista por alguns setores da imprensa, do mundo acadêmico e da intelectualidade.

Precisando se reerguer, Elis procurava uma parceria com um músico de renome e de prestígio. Um convite da gravadora Phonogram veio a calhar e foi assim que o empresário e produtor de Elis na época, Roberto de Oliveira, sugeriu a parceria com Tom Jobim, que estava morando no exterior e sofria com a falta de popularidade no seu país.

Tom queria ser mais conhecido e popular por aqui, enquanto Elis desejava se unir a um nome de peso entre os músicos da época e, principalmente, que não tivesse nenhum envolvimento com o cenário político. Foi assim que surgiu o disco Elis & Tom – um momento histórico para a música popular brasileira.

A história, inclusive, foi contada à Folha de São Paulo por Roberto de Oliveira e tem outras curiosidades sobre esse momento.

Rusgas entre os artistas

Porém, antes dessa gravação, Elis Regina e Tom Jobim já tinham “trocado farpas”. A cantora havia sido reprovada por Tom, em 1964, para o disco Pobre Menina Rica, com a alegação de que ela era muito provinciana.

Dez anos mais tarde, os dois voltaram a se encontrar para a gravação do disco, mas mesmo assim as dificuldades apareceram, pelo menos no início, com debates sobre questões musicais. Principalmente porque cada um vinha de uma escola diferente, já que Elis era cantora de MPB e Tom ainda vivia a época da Bossa Nova.

Outra curiosidade sobre esse relacionamento foi a música “Na Batucada da Vida”, de Ary Barroso. A canção foi mostrada à Elis por Tom durante o período que ficaram nos Estados Unidos e Tom pediu a ela que não gravasse a música, pois a mesma seria incluída em um disco só com canções de Ary que Tom pretendia gravar.

Mas, ao retornar para o Brasil, Elis gravou a canção, deixando Tom Jobim chateado e fazendo com que o músico deixasse o projeto de lado.

A importância de “Elis & Tom”

Apesar de tudo isso, o disco “Elis & Tom” é considerado um dos mais importantes da nossa história musical – e já foi até cobrado como “leitura obrigatória” no vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), em 2018, ao lado de clássicos da literatura brasileira.

Isso porque, as letras e as melodias dessa gravação carregam um grande peso lírico, além de ajudar os jovens a conhecerem um pouco mais sobre essas duas personalidades tão importantes para a história da nossa música.

Elis Regina e Tom Jobim são dois grandes nomes da nossa música e de personalidades fortes que juntos criaram um dos discos mais famosos da nossa história. Se você gostou deste post, compartilhe a nossa publicação em suas redes sociais!

Quem foi Antônio Carlos Jobim?

 

Antônio Carlos Jobim, mundialmente conhecido como Tom Jobim, é um dos músicos brasileiros de maior sucesso na história. Ao lado de Vinícius de Moraes, compôs “Garota de Ipanema”, praticamente um hino a brasilidade.

Apesar de todo esse sucesso, nem todo mundo sabe como Antônio Carlos Jobim se tornou Tom Jobim, nem a sua trajetória musical rumo ao sucesso. Quer saber mais sobre esse músico? Continue a leitura!

De Antônio Carlos Jobim a Tom Jobim: a ascensão musical

Tom Jobim na verdade se chama Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim e nasceu em 1927, no Rio de Janeiro, crescendo em uma família de boêmios e artistas.

Embora a música sempre estivesse na sua essência, Tom Jobim começou a cursar arquitetura. Insatisfeito, resolveu largar o curso e se dedicar a sua grande paixão: a música.

A vida do artista começou nos bares e boates de Copacabana e apenas em 1952 ele foi contratado pela primeira gravadora, a Continental. Porém a sua função era a de transcrever para o papel as músicas dos compositores já consagrados.

Em 1954, Tom Jobim se arrisca nos primeiros arranjos, com a ajuda do maestro Radamés Gnatalli. Foi graças ao emprego na Continental que conseguiu gravar a sua primeira música: Faz uma Seresta, em 1954, sendo parceiro de Juca Stocklei.

Apesar disso, a primeira grande parceria foi com Newton Mendonça, criando clássicos como Desafinado e Samba de uma nota só.

Em 1956, Tom Jobim e Vinícius de Moraes se conhecem. O músico ficou responsável  por produzir os arranjos da peça Orfeu da Conceição, escrita pelo poeta e na sequência adaptada para o cinema. O sucesso “Se todos fossem iguais a você” era uma das músicas que compunham a peça.

No ano de 1958 é lançado o álbum “Canção do amor demais”, com várias músicas da parceria entre Vinícius e Tom e sendo considerado um dos marcos da música popular brasileira, com músicas regravadas por nomes de sucesso na nossa música.

Garota de Ipanema nasce em 1962, mas apenas foi gravada em março de 63 e chegou a entrar para a lista das 10 músicas mais tocadas no mundo, sendo inclusive regravada na voz de grandes artistas, como Frank Sinatra.

A carreira internacional de Antônio Carlos Jobim

Também foi em 1962, que o nome de Tom Jobim foi lançado ao mundo. Ano em que o guitarrista Charlie Byrd e o saxofonista Stan Getz lançaram o álbum “Jazz Samba”, com uma versão instrumental de Desafinado.

A música fez tanto sucesso que ganhou uma variedade de intérpretes na terra do Tio Sam, como Quincy Jones, Dizzy Gillespie, entre outros. Em 1963, Tom Jobim e mais alguns músicos brasileiros são convidados para se apresentarem no Carnegie Hall e lançam Garota de Ipanema ao mundo.

Entre as décadas de 60 e 70, Tom Jobim gravou muitos álbuns para várias gravadoras americanas. Porém, quando a música brasileira começou a dar sinais de queda nos Estados Unidos, o músico começou a focar em um setor em ascensão: o cinema e a TV brasileira.

Em 1985, Tom Jobim é novamente convidado a se apresentar no Carnegie Hall, para uma plateia de mais de 3 mil pessoas, estreando uma turnê bem longa pelos Estados Unidos e pela Europa, levando o nome de Tom Jobim para todo o mundo e o tornando o sucesso que conhecemos hoje.

Antônio Carlos Jobim faleceu em dezembro de 1994, nos Estados Unidos, durante uma cirurgia do coração.

Muito além de Garota de Ipanema, o músico ficou mundialmente famoso por várias outras canções célebres, cantando ao lado de nomes memoráveis do universo musical como Pavarotti, Elton John, Sting e muitos outros, sendo até hoje sinônimo da boa música brasileira.